MANIFESTO DE PRÉ-CANDIDATURA

Mariana Sartor — Deputada Estadual por Santa Catarina (PSOL)

A política não precisa ser distante, engessada e sempre igual. Ela pode ter sotaque, ter território, ter história. Pode ter gente de verdade. E quando tem gente de verdade, tem também vontade, coragem e decisão de mudar as coisas. E é justamente por isso que coloco meu nome como pré-candidata a deputada estadual pelo PSOL: porque não podemos aceitar mais que as coisas continuem como estão. Santa Catarina merece mais. E a política precisa ser feita por quem conhece de perto os desafios, e acima de tudo tem a vontade e o compromisso de transformar as coisas para melhor.

Sou Mariana Sartor, nascida e criada em Criciúma, bióloga pela UFSC, servidora pública de órgão ambiental, e ativista socioambiental. Sou uma trabalhadora inconformada com as injustiças e o atraso. E é a partir dessa perspectiva que enxergo o impacto das escolhas políticas de quem está no poder hoje: cidades que crescem sem planejamento; nosso meio ambiente sendo tratado como descartável, os animais abandonados, nossas matas destruídas pela especulação imobiliária; escolas que seguem de pé à custa do esforço quase heróico de professoras e professores; nossas mulheres vivendo com medo, sob uma cultura machista; famílias que dependem de um serviço público que funcione de verdade… Não estou chegando de fora pra falar sobre isso - eu faço parte dessa realidade.

Essa é uma pré-candidatura que olha pra frente, mas que não foge do enfrentamento. A extrema direita tem crescido também no nosso estado, ocupando espaços com um projeto que nega a ciência, ataca direitos, desvaloriza o serviço público e tenta transformar o medo em estratégia política. Nós somos, com toda clareza, antifascistas: defendemos a democracia, a diversidade e a vida como posição. Não vamos normalizar a barbárie, pelo contrário: vamos enfrentar com firmeza, mas também com algo que eles não têm - compromisso real com a vida das pessoas.

Como bióloga, sei que não existe futuro sem equilíbrio ambiental. Como servidora pública, sei que não existe dignidade sem políticas públicas fortes. Por isso, essa é uma candidatura ecossocialista, que entende que justiça social e justiça ambiental caminham juntas. Não podemos mais pra tratar a natureza como um recurso infinito, enquanto comunidades inteiras sofrem com enchentes, poluição e falta de planejamento. 

A defesa do meio ambiente e dos animais não humanos faz parte de um mesmo compromisso: levar a vida a sério em todas as suas formas. Isso significa proteger nossas matas, rios e territórios, mas também reconhecer que os animais não são objetos, são vidas que merecem respeito. O anti especismo é sobre isso: questionar a ideia de que algumas vidas valem mais que outras e construir uma sociedade mais ética, que amplia o cuidado em vez de limitar.

Essa também é uma candidatura feminista. São as mulheres que mais sentem o peso de uma sociedade desigual: na sobrecarga das jornadas exaustivas de trabalho, no acúmulo invisível do trabalho de cuidado, na desigualdade salarial e na violência que ainda marca o nosso cotidiano. Enfrentar a cultura machista é central pra construir um estado mais justo. E somente com mais mulheres em espaços de decisão, podemos mudar as prioridades e colocar a vida no centro da política.

Defender o serviço público, pra mim, não é discurso — é vivência. Sei o que significa trabalhar na ponta, sei das dificuldades e também da importância de cada política pública funcionando. Por isso, defendo a valorização real de servidoras e servidores e por um Estado que esteja presente, eficiente e comprometido com quem mais precisa.

E a educação pública é central nesse caminho, especialmente em Santa Catarina, onde tantas escolas seguem funcionando no limite e dependem do esforço diário de professoras e professores para garantir o básico. Não existe futuro sem uma escola pública forte. Valorizar quem está em sala de aula é essencial, com salário justo, respeito e reconhecimento. Mas também é preciso defender a liberdade de cátedra, enfrentando as perseguições da extrema-direita e as tentativas de censura que têm crescido por aqui. Defender a educação é defender oportunidade, consciência e dignidade.

No fundo, essa candidatura é sobre mudança. Sobre alguém que vem do território, conhece os problemas e acredita, de verdade, que é possível fazer diferente. 

Se você também acredita que chegou a hora de renovar de verdade, vem com a gente!

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