Grupo alvo de operação planejava ataque a bomba durante debate presidencial

Crédito: Divulgação/Polícia Civil do Distrito Federal

Fonte: - 247

A Polícia Civil do Distrito Federal realizou, nesta terça-feira (4), a Operação Rede Interrompida para desarticular um grupo suspeito de planejar ataques com explosivos durante o período eleitoral brasileiro. Segundo as investigações, os alvos discutiam a possibilidade de atacar um edifício onde seria promovido um debate entre candidatos à Presidência da República.

A apuração teve início após um relatório produzido pelo CiberLab (Laboratório de Operações Cibernéticas), que identificou conversas em plataformas digitais contendo referências a ações violentas relacionadas às eleições. As mensagens interceptadas revelaram discussões sobre invasão de edifícios, definição de alvos, treinamento tático, recrutamento de participantes em diferentes estados, além da análise de mapas, plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de prédios localizados em Brasília.

Os investigadores também identificaram o compartilhamento de conteúdos voltados à fabricação de explosivos artesanais. A partir dessas evidências, a Polícia Civil busca esclarecer o nível de organização do grupo, identificar possíveis colaboradores e verificar em que estágio se encontravam os planos mencionados nas comunicações.

A operação resultou no cumprimento de oito mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Durante as diligências, foram apreendidas armas de fogo, facas, canivetes e diversos materiais considerados relevantes para o andamento das investigações.

Entre os objetos recolhidos estavam documentos e anotações com referências ao nazismo e a organizações de caráter supremacista e racista. Os agentes também encontraram um capuz semelhante ao utilizado pela Ku Klux Klan, grupo extremista de supremacia branca criado nos Estados Unidos.

Até o momento, os investigados poderão responder por crimes como associação criminosa, incitação ao crime, apologia ao crime ou a criminoso e infrações previstas na legislação de combate ao racismo. Conforme informado pela Polícia Civil, ainda não há elementos suficientes para enquadrar o caso na Lei Antiterrorismo.

A análise do material apreendido deverá permitir o aprofundamento das investigações, especialmente para identificar a estrutura do grupo, possíveis redes de recrutamento, financiadores e a existência de outros alvos ou participantes envolvidos no planejamento das ações.

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